Joaquim Raminhos, vereador e cabeça de
lista do Bloco à Câmara da Moita, e outros candidatos autárquicos
do Bloco no concelho da Moita apresentaram, no dia 6 de Outubro, o projecto de carta verde
para o concelho.
Joaquim Raminhos, fez uma intervenção
onde agradeceu em especial o contributo da camarada Paula Tavares
citando-a "Há uma parte da vida que requer o seu próprio
percurso, sem paredes nem ameias. Quando assim o entendemos, dela
passamos a fazer parte também. Se uma vida não chega paciência."
Explicou depois aos presentes os
actuais conteúdos da Carta Verde, agradeceu os contributos e apelou
à continuação dos mesmos para além do dia 12 de Outubro, pois o
concelho bem precisa de um novo rumo e é dever de todos participar
nas soluções muito para além dos períodos eleitorais, mesmo
contra a vontade das forças politicas dominantes e da sua falta de
projectos.
Este projecto referiu, tem sido
elaborado com a contribuição de dezenas de cidadãos dos mais
variados quadrantes políticos e as mais variadas áreas de formação
académica, que responderam ao apelo do Bloco, para que este concelho
que está inserido no ecossistema estuarino, o sapal e a sua
correspondente frente ribeirinha, não continue fora do modelo de
desenvolvimento sustentado que todas as forças verdadeiramente
progressistas defendem.
Reconheceu que este é infelizmente um
concelho, que tem ao longo dos últimos 35 anos sido um modelo de
desenvolvimento que privilegia o crescimento urbano expresso na
rápida transformação de solo rural em solo urbano, o que levou ao
desaparecimento de pinhais, montados (alguns deles centenários), à
destruição de sapais e à descaracterização total da sua frente
ribeirinha, um concelho que acentuou neste últimos 35 anos a sua
característica de dormitório, fruto de más politicas autárquicas.
Por isso, algumas dezenas de cidad@os
se juntaram no Club Naval da Moita, onde participaram num debate
sobre o futuro que querem para o concelho e o tipo de desenvolvimento
que o mesmo necessita.
Das várias intervenções ressalta a
disponibilidade para se continuar o projecto e para o reforço de
contribuições de especialistas presentes, arqueólogos, biólogos,
arquitectos e muitos outros que sem formação académica são
autênticos livros do saber local nas artes da pesca, da navegação,
da construção e preservação de embarcações típicas, bem como
da história e cultura local.
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