coimbra_3A Comissão Coordenadora Distrital de Coimbra do Bloco de Esquerda considera inaceitável o encerramento da Ecovia e defende a sua manutenção, gratuidade, integração no sistema global de transportes públicos da cidade e a sua inserção eficiente numa estratégia de promoção do centro da cidade.

Comunicado da Comissão Coordenadora Distrital de Coimbra do BE

A Comissão Coordenadora Distrital de Coimbra do Bloco de Esquerda considera inaceitável o encerramento da Ecovia. Trata-se, na nossa perspectiva, do único conceito interessante surgido num domínio em que a política da autarquia é errática, senão mesmo inexistente: o da mobilidade.

De facto, não se descortina, da parte da Câmara Municipal, uma política de mobilidade que promova o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos e cidadãs de Coimbra, no que diz respeito quer às deslocações quotidianas, quer à qualidade ambiental, em termos da redução do congestionamento de tráfego e da poluição sonora e do ar. Pelo contrário, a concessão a privados de enormes parques de estacionamento situa a política da autarquia exclusivamente no quadro deste negócio, cujos interesses e potencial de pressão política têm uma dimensão comparável aos do imobiliário. Em relação à população de Coimbra, a autarquia envia sinais que não promovem a preferência pelo transporte público e colectivo em relação ao transporte particular. A concretizar-se a construção de mais mega-parques de estacionamento, como os anunciados para a Universidade e os HUC, consolidar-se-á a prática de utilização do automóvel dentro da cidade, prática que poderá representar até a condenação do projecto do Metro de superfície, antes mesmo do seu nascimento.

Acresce que tanto a Ecovia como as carreiras comuns dos SMTUC têm padecido da incompetência e da falta de ideias ao nível da gestão que decorrem da manifesta ausência de interesse, por parte da Câmara, em desenvolver uma cultura do transporte público, cujo maior fomento resultaria de serviços de qualidade e fiabilidade suficientes para fidelizar os utilizadores. Veja-se, por exemplo, a falta de tratamento e divulgação de dados de gestão baseados na aplicação da tecnologia de radio-posicionamento, a qual parece ter sido o único investimento estratégico da actual administração e que, até agora, não produziu qualquer mais-valia visível. Para além disso, o encerramento da Ecovia, sumariamente anunciado, significa que a autarquia confere uma primazia primária à lógica dos números sobre o interesse público de um projecto que, com mais inteligência, traria lucros acrescidos à cidade, nomeadamente em termos de qualidade de vida e de sustentabilidade ambiental.

O BE defende a manutenção da Ecovia, a sua gratuidade, a sua integração no sistema global de transportes públicos da cidade (em clara articulação com os serviços dos SMTUC e não na lógica de separação seguida até aqui), e a sua inserção eficiente numa estratégia de promoção do centro da cidade, melhorando as acessibilidades sem recurso ao tráfego automóvel (contido em parques periféricos estrategicamente localizados) e, por esta via, a qualidade ambiental, propiciando igualmente a dinamização daquele espaço, que seria reservado extensamente a peões, nas dimensões da cultura, lazer e turismo.

 

Coimbra, 3 de Novembro de 2006,

 

A Comissão Coordenadora Distrital de Coimbra do Bloco de Esquerda

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