Comício no Pátio da Inquisição em Coimbra. Foto de Paulete MatosMiguel Portas disse esta segunda-feira, num comício no Pátio da Inquisição, em Coimbra, que o Bloco de Esquerda tem "um pacto de fidelidade" com os seus eleitores, a quem devolverá "com juros" a força que lhe for dada no dia 7 de Junho. "Esta é uma campanha para dar força a quem se sente sem força e para dar força a quem não resigna e se quer levantar. Toda a força que nos derem, todos os votos que forem deitados no BE, é força que nos comprometemos a devolver", assegurou.

O cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda às europeias explicou depois que, durante a tarde, e fora do âmbito da campanha, estivera no tribunal de Seia onde se reunia uma assembleia de credores da empresa têxtil Beiralã, que já teve 1.700 trabalhadores e que agora tem apenas 90 a trabalhar, e 120 que suspenderam o contrato por terem os salários em atraso. "Falei com trabalhadores que já tinham mais de 40 anos de trabalho e estão em risco de não conseguir obter nem a reforma, nem a indemnização a que têm direito", disse, adiantando que a sua presença se explicava porque aqueles trabalhadores "precisavam de força, de quem lhes dê voz".

Respondendo a quem afirma que os políticos são todos iguais, Miguel Portas disse que, do seu ponto de vista, muito parecidos são os políticos que nos têm governado. "Mas há políticos", prosseguiu, "que sabem pôr-se ao lado dos que mais sofrem, e fazem disso proposta política." E insistiu que o Bloco de Esquerda tem um pacto de fidelidade entre as palavras e os actos: "Nós estamos prontos!", concluiu.

Por seu lado, Francisco Louçã, voltou a citar o caso do Banco Português de Negócios, recordando que as contas agora divulgadas apontam para a existência de "empréstimos clandestinos, fora das contas do banco", no montante de quase sete mil milhões de euros. "É o orçamento somado de vários ministérios do Estado português, mais do que o total da recolha de alguns do principais impostos em Portugal."

Para o coordenador da comissão política do Bloco, "é a facilidade imensa de quem gasta à ‘tripa-forra' o dinheiro dos outros, sabendo que podiam fazer o que fazem porque quando fosse nacionalizado o banco ninguém iria depois bater à porta dos accionistas para lhes dizer ‘a decisão foi vossa, a responsabilidade é vossa, a dívida é vossa'".

Para Louçã, os contribuintes não devem pagar por esta dívida que não fizeram, nem o Bloco aceita que seja o povo a pagá-la.

Pior ainda, o buraco do BPN não pára de aumentar e a Caixa Geral de Depósitos já gastou no BPN 2.500 milhões de euros, um valor muito superior ao que o Estado já gastou para proteger os empregos, e que seria o suficiente para um aumento das pensões de emergência de 100 euros a cada uma das pessoas.

Antes, falara Marisa Matias, que em Coimbra se sentiu "a jogar em casa". A segunda candidata da lista às europeias falou da importância que o Bloco dá à palavra dada, ao contrário de outras candidaturas. "Paulo Rangel já disse que ninguém se sentiu desprovido de cidadania por não ter referendado o Tratado de Lisboa. Pois eu digo a Paulo Rangel que todos nos sentimos enganados quando nos infantilizam, dizendo que não podemos votar o tratado, porque é muito técnico." Pelo contrário, para os partidos do "bloco central", é aceitável desdizer hoje o que se disse ontem, disse Marisa Matias.

Fernando Nobre, presidente da Associação Médica Internacional e mandatário da candidatura, explicou as razões que o levaram a decidir aceitar esse desafio (ver vídeo).

Catarina Martins, deputada municipal do Bloco de Coimbra, disse que naquele mesmo pátio, e pela voz de Marisa Matias, o Bloco apresentara há quatro anos um projecto para a cidade.

O comício teve ainda as participações musicais de Vítor Sá e Aldina Duarte.

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