quinta, 12 março 2015 13:35

Lutar pelo que é justo

Conferência Jovens do BlocoContributo de Carlos DV Matos

 

É um facto!

E contra factos não existem argumentos!

Todos nós sabemos e já estamos fartos de saber que as políticas de austeridade do actual Governo são um total fracasso e que há muito estão ultrapassadas.

Não podemos continuar assim!

É um facto!

Nos últimos anos temos visto um verdadeiro homicídio aos apoios daqueles que um dia lutaram por uma nação mais democrática, mais estável, mais justa e mais igual. Os nossos reformados. Os nossos idosos, aqueles que no passado, e até alguns deles, deram a sua própria vida por Portugal.

É um facto!

Mas como se isso ainda não bastasse, não estando ainda satisfeitos com as políticas ultrapassadas impostas pela Srª Alemanha, o actual governo Português continua com a marcha do plano de homicídios.

E desta vez, muito pior que atacar aqueles que um dia fizeram parte da história Portuguesa em primeira pessoa, é o verdadeiro homicídio á esperança de Portugal.

Os jovens! Os nossos Jovens!

É um facto!

Mas afinal, para que nos serve um governo eleito em Portugal pelo povo se quem nos governa é uma baixinha mulher de cabelos loiros que nem Português sabe falar? Que não entende sequer a nossa cultura?

E a troika? Quem é ela? Quem é “essa pessoa” sem qualquer tipo de sentimento humano, que nos rouba o pão de cada dia, só para poder engordar os caprichos de uma Alemanha?

É caso então para invocar o ZÉ POVINHO que está dentro de cada um de nós lusitanos e dizer, BASTA!

BASTA de matar a esperança Portuguesa!

BASTA de pedir a pais que se deixem de alimentar para não verem os seus filhos a morrer de fome.

São muitos, dezenas, centenas, milhares de jovens que todos os anos á boleia de rios de lágrimas, são obrigados a abandonar as suas casas, as suas famílias, para procurarem comida no estrangeiro. Tudo, tudo porque o país que um dia assistiu ao seu nascimento, esse mesmo país, agora os está a matar caso não fujam.

Não é por acaso que a maior parte da emigração para o estrangeiro acontece na classe jovem e fora dos grandes centros urbanos.

Porque será? Alguma teoria?

Não é preciso, nem é necessário grande especulação sobre o assunto. Tudo se pode resumir a uma única e exclusiva pequena, grande palavra. ESQUECIMENTO.

Este será obviamente um dos principais problemas de Portugal, a que nunca nenhum governo mostrou verdadeiramente grande disponibilidade e interesse em resolver, nem nenhum partido politico.

Por isso, este é de facto um ponto em que o Bloco de Esquerda tem de trabalhar de forma a ser o mais eficaz possível.

Trabalhar na mobilização de jovens fora dos grandes centros urbanos, procurar formas de actuar e mobilizar estes jovens, os esquecidos, aqueles que fazem Portugal ser Portugal fora das grandes cidades. Porque Portugal não é só Lisboa, Portugal é todo o território Nacional.

Se as pessoas não conseguem chegar até á politica, colocar e dar a conhecer os seus problemas, então nós levaremos a política até às pessoas, apoiando-as nas suas lutas.

Esta é uma missão muito importante e benéfica não só para o Bloco, mas principalmente para estes jovens. Levarmos uma lufada de ar fresco a estas gentes, fazermos ver que não estão esquecidos, proporcionando-lhes ferramentas e iniciativas que os dinamizem, que os façam sentir-se Portugueses.

É urgente o combate à emigração, é urgente o combate ao esquecimento e mobilização destes jovens, é urgente o combate á pobreza, mas mais urgente ainda é o Bloco de Esquerda afirmar-se junto dos jovens e dizer-lhes: “NÓS ESTAMOS AQUI, PODEM CONTAR CONNOSCO!”

Assim sendo, é urgente que os jovens do Bloco e todo o Bloco de Esquerda se organizem e se comece a pensar o mais rapidamente possível em estratégias e soluções que levem a política até aos ESQUECIDOS.

Com certeza que o caminho não é fácil, com certeza que não iremos acertar na fórmula logo na primeira tentativa, com certeza que muitas serão as vozes que nos iram criticar, mas isso obviamente não será o suficiente para nos derrubarem e nos fazerem calar. Não será o suficiente para nos fazerem parar de lutar pelo que é justo.

Não deixemos que o medo imposto pelas elites nos domine, não deixemos de fazer o correcto só porque nos tentam aniquilar.

Devemos sim, lutar sempre pelo que é justo, igual e humano. Porque venha quem vier, nós estaremos cá para agarrar a desgraça pelos cornos.

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