domingo, 02 julho 2006 19:20

Loures

Bloco leva à Assembleia Municipal a "invasão" do Bairro da Torre, em Camarate

O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia Municipal de ontem um requerimento a enviar ao sr. Ministro de Estado e da Administração Interna, no sentido de esclarecer os tristes acontecimentos do passado dia 2 de Maio, no Bairro da Torre em Camarate. Infelizmente, o documento foi chumbado e os esclarecimentos ficarão por fazer.
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Comunicado de Imprensa do Bloco de Loures

1. Bloco de Esquerda traz à Assembleia a "invasão" do Bairro da Torre, em Camarate.

O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia Municipal de ontem um requerimento a enviar ao sr. Ministro de Estado e da Administração Interna, no sentido de esclarecer os tristes acontecimentos do passado dia 2 de Maio, no Bairro da Torre em Camarate. Infelizmente, o documento foi chumbado e os esclarecimentos ficarão por fazer.

Esta operação, justificada com a necessidade de combater o tráfico de armas, incluiu 600 (!) agentes, que não hesitaram em usar a força, promovendo agressões diversas e arbitrárias e destruindo património a quem já quase não o possui. Tivemos que assistir, incrédulos, à execução de mandatos de busca feitos no local e outras arbitrariedades próprias de outros tempos, configurando uma espécie de presunção de culpa colectiva daquelas pessoas, só porque moram num bairro sem as mínimas condições de vida exigíveis.

No entanto, a montanha pariu um rato... Foram apreendidas 19 armas de fogo, certamente bem menos do que se encontraria numa semelhante operação realizada em qualquer bairro chique da capital.

A verdade é que esta operação teve acima de tudo como móbil o impacto mediático de uma demonstração de força por parte das chefias da PSP, aliás, o próprio subintendente Neto Gouveia (coordenador da operação), explicou à imprensa que a operação também serviu para "garantir à população que a polícia está cá para dar segurança e que consegue entrar em locais que, à partida, muitos dizem estarem vedados às brigadas"; ou seja, independentemente daquela população ser ou não perigosa na sua maioria, pode, e foi, usada no estigma de criminalidade que a acompanha, e que acompanha os cidadãos que não conseguem ter melhores condições de vida.

A verdade, é que aquelas pessoas, agredidas na sua própria casa às 7 horas da manhã, foram mais uma vez tratadas como cidadãos de segunda.

Voltamos a uma pergunta sem resposta na Assembleia: Como pode, sr. Presidente da Câmara, dizer que ficou satisfeito com esta operação policial?

2. Bloco de Esquerda coloca-se ao lado da população do Bairro da Petrogal, na Bobadela.

As intervenções urbanísticas e rodoviárias projectadas para o Bairro da Petrogal têm um impacte negativo na qualidade de vida, o que já mereceu, como é de conhecimento público, a oposição dos seus habitantes, expressa nomeadamente através da sua Associação de Moradores. Além da subtracção de um importante espaço verde, esta intervenção modificará decisivamente o ambiente no Bairro, que será inclusivamente atravessada por uma importante via rodoviária, em nome de uma tecnocracia sem rosto que prefere a arrogância ao diálogo com as populações.

O Bloco de Esquerda apresentou uma moção exigindo ao Executivo que reavaliasse o projecto, que tivesse em conta as justas preocupações dos moradores e que inventariasse e protegesse a flora local.

Mais uma vez, a maioria absoluta PS chumbou uma proposta que visava aproximar as decisões e as pessoas directamente interessada por elas.

Aliás, quando, no final da Assembleia, um dos membros da Associação de Moradores presentes no público expôs as suas preocupações e exigiu explicações, apenas conseguiu obter o habitual silêncio da bancada PS.

3. Zangam-se as comadres...

Já não bastava termos um Presidente de Câmara que se queixa de não ser avisado pelo Ministro da Saúde aquando da anulação do concurso para o Hospital de Loures... Agora é o sr. Presidente da Junta de Freguesia de Loures que vem pedir justificações, em plena Assembleia Municipal e de forma muito exaltada, ao sr. Presidente da Câmara sobre o encerramento do CATUS de Loures e a sua transferência para Santo António dos Cavaleiros, alegando nada saber e não ter sido avisado pelo Executivo.

Em Loures, o PS não precisa de ajuda para demonstrar que não existe qualquer coerência ou projecto político de futuro e consistente definido para o concelho, seja qual for a área social em causa. Os silêncios, os desarranjos, os enganos, os lapsos, as contradições, e muitas vezes a incompetência, têm sido o "prato do dia" servido por esta força política aos cidadãos que os elegeram.

Deixamos, mais uma vez, a nossa preocupação pela política de saúde no concelho e no país. Tememos que este novo encerramento, supostamente com carácter temporário e de modo a efectuar obras naquele equipamento, não se afaste da lógica que tem vindo a ser seguida: encerrar tudo aquilo que são serviços de saúde de proximidade, remetendo para as calendas a sua substituição por novas unidades.

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