terça, 02 junho 2015 13:58

Sobre a proposta de acordo da Plataforma Unitária

bandeirasComunicado subscrito por camaradas da Plataforma 2014 sobre a proposta de acordo da Plataforma Unitária de Março de 2015.

1.

A Plataforma 2014 tomou conhecimento da proposta de acordo da Plataforma Unitária de Março de 2015 e na reunião de 17 de Abril que fizemos com os seus representantes defendemos basicamente que:

- consideramos manifestamente desajustada a afirmação de que “A Moção U é hoje o texto que orienta a ação política do Bloco”, pois trata-se de um documento com apoio interno minoritário,  independentemente da votação que obteve.

- o local para o debate sobre assuntos internos do Bloco, políticos ou organizativos, são as estruturas do Bloco.

A Plataforma 2014 declara exageradas as expressões que referem a existência de “consensos substanciais na Mesa Nacional e na Comissão Política”, pois as diferenças de entendimentos em matéria de orientação política existem e têm sido factor de vivificação do debate político interno, que em nada nos apouca ou enfraquece.

2.

Qualquer acordo que nos condicione em termos da liberdade de defesa de posições e de propostas políticas não é, para nós, aceitável.

Continuaremos a agir com toda a franqueza crítica, mas com sentido de responsabilidade, com a consciência plena da importância de enfrentarmos os próximos combates políticos preservando a unidade interna e a imagem pública do Bloco, mas isso tem os limites que decorrem do modo como se podem conseguir consensos políticos aceitáveis. Nesse sentido e em consequência disso não será em períodos eleitorais ou pré-eleitorais que, por mera hipótese, iremos reclamar uma Convenção Extraordinária, mas qualquer compromisso que extravase esses limites não pode ser aceitável do nosso ponto de vista.

3.

Em matéria de orientação política concordamos com duas expressões do documento da PU que nos parecem sintetizar o essencial, na presente conjuntura e na interpretação que lhe atribuímos.

- “O Bloco deve concentrar o seu discurso na luta contra a austeridade, a dívida e as políticas do tratado orçamental”

- “na disputa das eleições presidenciais. Configuram-se condições políticas para o surgimento de uma candidatura independente com características unitárias neste campo. A eventual ausência dessa alternativa clara poderia conduzir ao Bloco lançar uma candidatura”

Mas querer colocar no horizonte próximo o objectivo de uma Moção comum à Convenção parece-nos desadequado no tempo e objectivamente empobrecedor de um Bloco plural, que faz da sua Convenção um momento de debate e de escolha. O desejo de uma moção única parece-nos enfileirar com as piores tradições históricas da esquerda.

4.

Discordamos em absoluto que possa haver qualquer instância de decisão que prepare propostas políticas ou listas, seja de candidatos a quaisquer eleições para a Assembleia da República ou a quaisquer órgãos do Bloco, fora da orgânica estatutariamente consagrada.

Sentar-nos-emos à mesa e conversaremos com quaisquer tendências, plataformas ou sensibilidades do Bloco, para consultas ou trocas de pontos de vista, mas não para decidir seja o que for para ser aplicado no seio do Bloco.

5.

Dito isto, não estamos em condições de subscrever o acordo nos termos em que nos é colocado, mas continuaremos disponíveis para conversar e trocar impressões, debater com toda a frontalidade e sentido crítico, com sentido de responsabilidade e elevação.

Daremos todo o apoio ao aprofundamento da democracia interna e manteremos toda a liberdade de iniciativa no quadro das competências de decisão política estatutariamente consagradas no Bloco, no respeito pela democracia interna e pela voz e opinião dos aderentes.


Subscritores:

Adelino Fortunato - eleito pela moção B para a Mesa Nacional; membro da Comissão Permanente e da Comissão Política;

Ana Massas – membro da Coordenadora Distrital de Setúbal

Beatriz Gomes - eleita pela moção B para a Mesa Nacional; Membro da Coordenadora Concelhia de Lisboa;

Cristiana Sousa - eleita pela moção B para a Mesa Nacional;

Francisco Colaço – membro da Coordenadora Distrital de Santarém;

Helena Figueiredo- eleita pela moção B para a Comissão de Direitos; membro da Coordenadora Distrital de Lisboa;

João Madeira- eleito pela moção B para a Mesa Nacional;

Jorge Candeias - eleito pela moção B para a Mesa Nacional e membro da Coordenadora Concelhia de Portimão;

José Manuel Boavida – eleito pela moção B para a Mesa Nacional;

Maria Jorgete  Teixeira- Membro da Coordenadora Concelhia do Barreiro e da Coordenadora Distrital de Setúbal;

Maria José Vitorino - membro da Coordenadora Distrital de Lisboa;

Patrícia Barreiras - eleita pela moção B para a Mesa Nacional;

Ricardo Gonçalves – membro da Coordenadora Concelhia de Lisboa.

Lisboa, 30 de Maio de 2015

 

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