quinta, 06 julho 2006 18:09

Faro

Assembleia Metropolitana contra encerramento nocturno do Aeroporto
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A Assembleia Metropolitana do Algarve  e as A. Municipais de Portimão e de Faro aprovaram moções propostas pelo Bloco, onde se condena o encerramento nocturno do Aeroporto de Faro e se solicita a sua reabertura, com a reposição em pleno dos serviços de emergência o mais rapidamente possível.

No seguimento de uma reunião efectuada entre a APCTA (Associação Portuguesa de Controladores de Tráfego Aéreo) e a Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda do Algarve, este partido tomou conhecimento da grave situação que atinge o Aeroporto de Faro desde o passado dia 3 de Junho, em que se procedeu ao seu encerramento nocturno. Este encerramento aconteceu porque deixaram de operar, por razões estritamente economicistas, os serviços de socorro - os bombeiros especializados do aeroporto sob a dependência dos Aeroportos de Portugal (ANA). Pretende a ANA remeter as funções para os Bombeiros Municipais de Faro, intenção que a vereação local já rejeitou.

Não obstante o encerramento nocturno do aeroporto e dos respectivos serviços de emergência, verificam-se voos ocasionais no período em causa, como reconhece a própria ANA, mas sem as devidas condições de segurança, situação considerada muito grave e que vai ao arrepio de todas as normas de segurança estabelecidas internacionalmente. Foi o que aconteceu nas madrugadas de 4 e 5 de Junho, em que aterraram duas aeronaves, uma da companhia alemã LTU e outra da Air Berlim. Mesmo em caso de um pequeno acidente poderá ocorrer uma grande tragédia, devido ao atraso com que seriam prestados os socorros.

Neste sentido, o Bloco de Esquerda apresentou Moções na AMAL - Assembleia Metropolitana do Algarve (28 de Junho) e nas Assembleias Municipais de Portimão (aceda aqui à moção aprovada em Portimão) e de Faro (aceda aqui a moção aprovada em Faro), (26 e 30 de Junho) e que foram aprovadas, onde se condena o encerramento nocturno do Aeroporto de Faro e se solicita a sua reabertura, com a reposição em pleno dos serviços de emergência o mais rapidamente possível.

Nas Moções aprovadas, diz-se que os voos ocasionais, admitidos pela ANA e directamente afectados são: «evacuações médicas nacionais e transporte de órgãos; voos ambulância, que normalmente são utilizados por turistas ou estrangeiros residentes; emergências médicas que ocorram em aeronaves a operar a Sudoeste da Península Ibérica; emergências em aeronaves resultantes de fumo, fogo a bordo ou falta de combustível, entre outras, e que podem originar uma catástrofe por falta dos serviços de emergência».

As medidas tomadas, de cariz nitidamente economicistas, além de provocarem uma situação insustentável do ponto de vista aeronáutico, poderão provocar danos irreparáveis à economia do Algarve. As medidas economicistas, tão do agrado deste Governo, não podem justificar o fecho dos serviços de emergência do Aeroporto de Faro.

A Comissão Coordenadora Distrital do BE - Algarve

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