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domingo, 31 maio 2009 12:57

PS e PSD são como a Pepsi e a Coca-Cola, diz Miguel Portas

Comício em Lisboa. Foto de Paulete MatosNa arrancada para a última semana da campanha, em Lisboa, Miguel Portas fez apelos directos ao voto dos socialistas que se sentem enganados e até aos eleitores social-democratas. Os ataques ao "bloco central" foram a tónica das intervenções para as mais de 500 pessoas presentes.


"Estas são as primeiras eleições que ocorrem depois da grande crise, a crise de todas as crises", começou o cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda, interpelando directamente os eleitores que há quatro anos, votaram PS: "só têm razões para se sentir enganados". E enumerou os motivos: o aumento do IVA depois de o PS ter prometido não aumentar impostos, a recusa de referendar o Tratado de Lisboa, o código do trabalho, que o PS mudou para pior.

Dirigindo-se depois aos eleitores do PSD, Miguel Portas afirmou que Manuel Ferreira Leite tammbém não é alternativa, recordando que ainda há uns meses afirmava que o salário mínimo é demasiado alto e atacava os aumentos da Função Pública.

"A verdade, todos o sabem, mesmo quando não o dizem, é que em Portugal e na Europa, as elites do PS e do PSD são um pouco como a Pepsi e a Coca-Cola, são diferentes, pois claro, só que não se nota. Uns têm mais gás, os outros mais açúcar e acabou-se", disse.

"Está na hora de mudar não apenas de políticas, mas de políticos. É a 7 de Junho que esse desafio começa", apelou, atacando também a abstenção, pois não ir às urnas só premeia os poderes instituídos.

Antes de Miguel Portas, um dos discursos mais marcantes foi o do líder parlamentar bloquista, Luís Fazenda, que atacou aqueles que dizem que o voto no Bloco é um mero voto de protesto. "O voto no Bloco é um voto zangado, pois claro, porque há todos os motivos para a indignação", disse. "Mas é também um voto de alternativa", afirmou, denunciando aqueles que pretendem desvalorizar o voto bloquista. Para Luís Fazenda, o voto no Bloco é um voto na "esquerda grande" de que o Bloco é apenas uma parte.

Falaram também Ana Drago, que destacou o exemplo dos professores e disse que "a escola não é um call center nem um centro de resultados escolares"; Rui Tavares, que questionou os partidos do "bloco central", perguntando que tipo de Europa defendem, que não tem europeus; e Isabel Faria, que recordou que no dia 7 "temos a oportunidade de mostrar o cartão vermelho a José Sócrates."

O comício foi aberto por uma actuação dos Gaiteiros de Lisboa.


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