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terça, 22 setembro 2009 03:13

"Esvaziou-se a campanha de Ferreira Leite", diz Louçã

Comício em Coimbra. Foto de Paulete MatosFrancisco Louçã disse esta segunda-feira em Coimbra que a demissão do assessor para a comunicação da Presidência da República Fernando Lima já teve como consequência o "esvaziamento da campanha do PSD, que tinha "assentado baterias" no caso das alegadas escutas em Belém, que o coordenador do Bloco classificou de inventona. Veja a galeria de imagens.

Discursando no Teatro Gil Vicente, em Coimbra, perante uma plateia bastante jovem de mais de 500 pessoas, Francisco Louçã recordou o "ambiente de crispação, de instabilidade institucional num país que tem tantas razões para se preocupar e nenhuma se prende certamente com qualquer fantasia ou manipulação da opinião pública". Até todo o caso se desmoronar e "o país perceber que nada tinha acontecido". Houve "uma tentativa de criar uma guerra a partir de uma informação falsa", que era "uma forma de manipular a opinião pública e a Comunicação Social".

Para o coordenador do Bloco, os desenvolvimentos desta segunda-feira tornam o "episódio quase à beira de estar encerrado". Mas como o assessor do presidente fez as suas manobras de manipulação da opinião pública em nome do presidente, é preciso que Cavaco Silva esclareça tudo cabalmente, disse, observando que o Bloco de Esquerda não se distrai, "não nos perturbam com notícias fantasiosas, nós vamos ao coração dos problemas, é lá que temos de estar".

Antes de Louçã, falou em Coimbra José Manuel Pureza, cabeça-de-lista para as legislativas, que evocou um verso de José Mário Branco: "Eu vi este povo a lutar para a sua exploração acabar". Observando que essa palavra, "exploração", foi silenciada e considerada maldita, Pureza afirmou que o Bloco de Esquerda veio à política justamente para dizer palavras como essa, e também como feminismo e socialismo, "porque elas mostram sem tibiezas de que lado estamos".

"José Sócrates diz que elas mostram o extremismo do Bloco", prosseguiu Pureza, "mas o extremismo está no exemplo das trabalhadoras de uma fábrica de Oliveira de Azeméis que foram atiradas para o desemprego com um subsídio de desemprego inferior ao salário mínimo." Para o cabeça-de-lista de Coimbra, "isso é que é extremismo, isso é que é violência social." E completou: "Face à violência radical da injustiça, não se pode ser moderado."

O comício foi aberto por Catarina Martins, cabeça-de-lista à autarquia, que criticou o programa do PSD de Coimbra e as suas prioridades, cedendo depois a apalavra a Alexandre Alves Costa, mandatário da candidatura das legislativas. Num discurso inspirado, em que evocou a sua trajectória política em Coimbra, Alves Costa afirmou, num diálogo imaginário com Antero de Quental, que "o que me cansa não é o caminho, é não acreditar", para explicar como o surgimento do Bloco fez surgir uma nova esperança e prática política.

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