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quarta, 23 setembro 2009 03:27

Louçã: Acordo com PS? A resposta tem três letras - Não.

Mais de 600 pessoas no comício de Braga. Foto de Paulete Matos"Àqueles que nos perguntam se vamos fazer acordo com o PS, a resposta tem três letras: NÃO", reafirmou Francisco Louçã num comício que juntou mais de 600 pessoas na avenida Central de Braga na noite desta terça-feira. Louçã insistiu que o Bloco tem uma só palavra e que essa decisão responde aos professores, aos desempregados, aos reformados, aos jovens vítimas das políticas do governo de José Sócrates. Veja as fotos



Àqueles, como Morais Sarmento, que falam num "acordo secreto" do PS com o Bloco, o coordenador do Bloco de Esquerda responde que quem tem "pactos secretos, públicos e semi-públicos" são o PS e o PSD: "No Código do Trabalho estiveram de acordo, as leis da Justiça foram feitas pelos dois. Nas privatizações estiveram de acordo. Estiveram juntos a votar contra a proposta de lei do Bloco para garantir o direito de reforma integral ao fim de 40 anos de descontos".

Ainda sobre a acusação do PSD de existir um acordo secreto entre PS e Bloco, Louçã recordou que ela já tinha sido feita por Pedro Santana Lopes em 2005, também nas vésperas das eleições. "Inventem mentiras novas", desafiou. "Não mantenham sempre as velhas mentiras."

Louçã classificou a campanha do PSD como um "cortejo triste" de quem está totalmente desesperado e sem ideias: "O PSD inventou escutas, quebras de protocolo, e vai saltitando de inventona em inventona, como se isso lhe pudesse animar a campanha, tão mal que isto está que hoje foi Pacheco Pereira que veio dizer que Cavaco Silva quer a derrota de Manuela Ferreira Leite".

"O Bloco de Esquerda sairá das eleições com uma força que nunca teve, responsabilidades que nunca teve. É preciso contar com todos e com todas, a vossa palavra é que vai fazer a diferença", concluiu o coordenador do Bloco de Esquerda.

Antes de Louçã, falou o cabeça-de-lista às legislativas do distrito, Pedro Soares, que defendeu o fim do monopólio do PS e do PSD sobre a bancada eleitoral de Braga. "Os deputados do PS eleitos por Braga viraram as costas para a emergência que vive o distrito e recusaram-se a votar as propostas de plano de emergência apresentados pelo Bloco", acusou Pedro Soares, enumerando que há 60 mil desempregados no distrito e mais de 20 mil pessoas no limiar da pobreza. O Bloco de Esquerda, defendeu, quer levar os problemas do distrito à Assembleia da República com a eleição de uma representação parlamentar.

O comício, que contou com uma actuação de Fernando Tordo que empolgou os presentes, foi aberto por João Delgado, cabeça-de-lista para a autarquia bracarense, que defendeu que o voto útil em Braga é o que elege um vereador do Bloco, pondo fim à maioria absoluta do PS. "Mesquita Machado foi uma nódoa de 30 anos em Braga que é preciso acabar."

Falou também a deputada Ana Drago, que defendeu que o país está farto de rotativismo PSD-PS, e que precisa de luta, justiça e solidariedade. Ana Drago relatou que cumpriu um programa de visitas às escolas de Viana do Castelo e encontrou um cenário desastroso, com inúmeras professoras que apesar da penalização pediram a reforma, por estarem cansadas de serem insultadas pelo governo PS. "Mas há outras que não desistem", garantiu. E dedicou uma palavra aos professores que pensam votar útil em Manuela Ferreira Leite, recordando a passagem da actual Líder do PSD pelo Ministério da Educação e a política de privatização da saúde e da educação, que é "o programa escondido" do PSD.

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