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sexta, 25 setembro 2009 03:09

Louçã: "O que nos dá força é a coerência"

Comício em Santa Maria da Feira. Foto de Paulete MatosAs prioridades pelas quais o Bloco de Esquerda se bate são as mesmas na sexta-feira, no domingo e as mesmas que continuará a ter na segunda-feira, assegurou Francisco Louçã: "O mesmo programa, as mesmas lutas. Uma esquerda forte, que merece a sua força, é uma esquerda de coerência, não pode deixar de ser nunca, nem por um minuto". Cerca de 600 pessoas encheram o cine-teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, onde se realizou mais um comício do Bloco. Veja a galeria de fotos.


No dia em que José Sócrates pediu uma maioria "estrondosa" nas eleições de domingo, Louçã prometeu um contra-ataque para impedir a renovação da maioria absoluta do Partido Socialista.

Pegando na expressão usada por Sócrates, Louçã aproveitou para caracterizar as medidas dos 4 anos e meio do governo: "Estrondosa foi a política de Segurança Social, que não beneficiou os mais pobres, estrondoso é a perseguição e o ataque a quem trabalha e a quem já trabalhou, isso é estrondoso. Em Portugal já não há empregos, há contratos provisórios. Estrondoso".

"Ainda querem mais?", questionou." Querem mais estrondo? Querem mais? Não, não, não queremos!".

O coordenador do Bloco de Esquerda disse que a maioria absoluta significaria também a permanência das mesmas figuras que "já sabemos quem são". E exemplificou com as alegadas negociações de cargos a troco de financiamento partidário que envolvem dirigentes socialistas, afirmando que elas são um exemplo da "irresponsabilidade absoluta" da maioria absoluta.

"Um antigo cabeça-de-lista do PS pelo círculo fora da Europa veio acusar José Lello, um dos dirigentes mais importantes do PS", relatou Louçã, "que há quatro anos ele tinha recebido dinheiro de um mafioso que hoje está a ser julgado no Brasil, que lhe tinha entregue dinheiro para uma campanha eleitoral do qual não foram prestadas contas. José Lello dizia ‘a lei não nos obriga a prestar contas do dinheiro que recebemos porque é Brasil, não é Portugal'. Pensava eu que a lei se aplicava a todos".

"Aos favorecimentos paga-se com favorecimentos",prosseguiu Louçã, referindo-se ao facto de os dirigentes terem prometido cargos em troca de dinheiro: "Prometeram-lhe que no Brasil iria representar as Águas de Portugal, a PT, e deram-lhe o lugar de cônsul honorário, a representar a República portuguesa numa cidade perto do Rio de Janeiro, só que o protesto foi tão grande que tiveram de lhe retirar essa indicação".

Louçã previu que domingo o Bloco vai ter mais de meio milhão de votos e vai duplicar as suas forças, e apelou à mobilização do eleitorado para a hora de "todas as decisões", defendendo que "não há limites para o crescimento de uma esquerda responsável, da dignidade e dos trabalhadores", recordando os tempos em que o Bloco tinha dois deputados, depois três e a seguir oito, sempre a ouvir dizer que a esquerda "tinha atingido o limite".

Reafirmando a necessidade de derrotar a maioria absoluta do PS, Louçã citou Sérgio Godinho para dizer que o Bloco está em "maré alta", e que "a liberdade está a passar por aqui".

Antes de Louçã, a eurodeputada Marisa Matias explicara as armadilhas do chamado "voto útil", que consiste em "votar num partido para que o outro não ganhe", e que no domingo pode levar a que se reedite "o que vivemos nos últimos 18 anos, quando ou José Sócrates ou Manuela Ferreira Leite estiveram no governo". E Marisa Matias aproveitou para recordar que o PP de Paulo Portas também passou pelo governo, coisa que este tenta fazer esquecer. "A obsessão de Paulo Portas agora é dizer que quer ficar à frente do Bloco e do PCP", ironizou.

Pedro Filipe Soares, cabeça-de-lista pelo círculo de Aveiro, afirmou que José Sócrates prometeu um "choque tecnológico", mas o que deu foi um "choque social", que não rima com tecnologia, mas com desemprego e miséria.

O comício foi aberto por Fabian Filipe Figueiredo, de 20 anos, um jovem candidato, que observou que nos últimos dias os dirigentes dos partidos do centrão e do CDS têm multiplicado os ataques ao Bloco de Esquerda, mostrando que "o Bloco é um espectro que paira sobre eles."

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