quarta, 05 março 2014 15:16

A vida num Call Center é uma passagem incondicional

Foto vivreabruxxl/Flickr

Trabalho num Call Center há cerca de 5 anos; durante 3 anos fui trabalhadora na empresa temporária Kelly (trabalho de empresa temporária), onde vivia diariamente a expectativa de ser ou não o meu último dia de trabalho. Por Mafalda Almeida.

Todavia a insegurança no posto de trabalho, o não direito a subsidio de ferias gozadas o mesmo sentimento em relação ao subsidio de Natal (ambos pagos em duodécimos), a sensação de sermos "os excluídos" de algumas normas e regalias da empresa, que enquanto funcionário da própria tens direito, como por exemplo os pontos entre o Natal e Passagem de ano, a marcação dos 22 dias de férias anuais, entre outros.

A cada 12 meses (quem lá chega) existe sempre a renuncia do contrato, período mínimo de 15 dias não remunerados, aonde a dúvida, a incerteza permanente de voltar ou não a ser chamado.

No que diz respeito aos horários,na situação concreta em outbound, os horários disponíveis são 10h-14 e 15h-19h ou das 13h-17 e 18h-22h, o que para quem tem filhos se torna complicado. 

O medo de a qualquer momento ser dispensado da linha é constante, basta um mês menos bom ou até mesmo os resultados em termos de equipa é o suficiente para seres dispensado.

O esgotamento, a adaptação quase diária a novos discursos, a frustração de não conseguir atingir os objetivos, problemas auditivos, depressões, problemas respiratórios, etc...

No entanto nem tudo é negativo o espírito de equipa a camaradagem entre todos é visível principalmente no intervalo das 14h45.
A vida num Call Center é uma passagem incondicional.

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